P4 · Esteira Dedicada · Tratamento de Efluentes
Organização âncora
Saneeco
Apoio técnico · Maré
Pipeline Banco Mundial · 2026
Tratamento Avançado de Efluentes Industriais

Saneeco · Fracionador VTF

Saneeco qualifica a tecnologia crítica para chorume e vinhaça. Pipeline pronto para CapEx de escala.

A Saneeco é a organização âncora e proprietária da tecnologia Fracionador VTF, qualificada nesta esteira dedicada para tratamento de chorume de aterros e vinhaça sucroenergética, com salto de TRL 6 para TRL 8 via fabricação e operação de dois pilotos (100 L/h e 5 m³/h). A Maré atua como apoio técnico de project preparation, com aplicação 1:1 da Esteira de Bancabilidade. O recurso multilateral atua como capital catalítico: financia a assistência técnica que qualifica a tecnologia e a modelagem financeira, funcionando como de-risking para o CapEx de R$ 15M de primeira escala comercial que segue após o projeto.

TRL 6→8
Salto durante o projeto
2 pilotos
100 L/h e 5 m³/h
R$ 15M
Blended finance alvo (CapEx)
/01 · Problema
O Brasil aterra resíduos e produz vinhaça em escala global, mas carece de tecnologias tratando efluentes complexos.
Chorume e vinhaça concentram metais pesados, matéria orgânica recalcitrante e elevado custo de descarte. Mercado bilionário sem tecnologia em escala.

O Brasil opera mais de 2.000 aterros sanitários e gera anualmente cerca de 360 bilhões de litros de vinhaça da indústria sucroenergética, dois efluentes industriais entre os mais complexos do mundo em termos de matéria orgânica, salinidade, metais pesados e moléculas recalcitrantes. As tecnologias convencionais (lagoas, fertirrigação, evaporação solar) operam com custos elevados, baixa eficiência e externalidades ambientais persistentes, incluindo emissões fugitivas de metano e contaminação de corpos hídricos.

A Saneeco desenvolveu o Fracionador VTF, uma tecnologia de tratamento avançado de efluentes industriais que combina alta eficiência energética, recuperação de água e sólidos com valor agregado. A tecnologia está em TRL 6 (validação em ambiente relevante), com necessidade de demonstração em escala-piloto para alcançar TRL 7 (demonstração) e TRL 8 (sistema completo qualificado), patamar a partir do qual instrumentos multilaterais e investidores institucionais podem participar com confiança.

O gargalo de project preparation

O elo ausente entre tecnologia validada em bancada e operação comercial é justamente o pulo para pilotos qualificados. Sem esse degrau, o capital concessional não entra (TRL inadequado) e o capital privado não escala (risco tecnológico residual). O projeto financia simultaneamente a Esteira de Bancabilidade da Maré e a fabricação dos dois pilotos da Saneeco, executando o salto.

A tecnologia existe. O mercado existe. Falta o piloto operacional com baseline auditado e governança de salvaguardas pronta para mobilizar capital de escala.

/02 · Oportunidade e Solução
Esteira dedicada com fabricação de dois pilotos
Projeto integrado: project preparation pela Maré e construção dos pilotos pela Saneeco, em paralelo.
6
8
Salto de maturidade tecnológica
De TRL 6 (validação em ambiente relevante) para TRL 7 (demonstração em ambiente operacional) e TRL 8 (sistema completo qualificado) dentro dos 5 meses do projeto. Patamar exigido por instrumentos multilaterais e por investidores institucionais em climatech industrial.
Piloto 01
Chorume de aterro sanitário
Unidade de 100 L/h calibrada para chorume de aterro municipal em parceria com operador de gestão de RSU. Validação dos parâmetros de remoção de DQO, DBO, nitrogênio amoniacal e metais pesados.
100 L/h
Vazão
~95%
Remoção DQO alvo
Piloto 02
Vinhaça sucroenergética
Unidade de 5 m³/h calibrada para vinhaça em planta sucroenergética do interior de SP ou PR. Validação dos parâmetros de tratamento e potencial de recuperação de água e bioinsumos.
5 m³/h
Vazão
~85%
Recuperação água
/03 · Fases do projeto
Esteira dedicada em 5 meses
/01 Fase
Estruturação e fabricação inicial
Comitê técnico, diagnóstico operacional dos sítios anfitriões dos pilotos, modelagem financeira inicial, matriz ESF, ordem de fabricação Piloto 01.
2 meses
/02 Fase
Qualificação operacional
Operação Piloto 01 (chorume), fabricação Piloto 02 (vinhaça), validação de parâmetros, ajustes de engenharia, baseline operacional auditada.
2 meses
/03 Fase
Capital
Operação Piloto 02, evidências TRL 8, dossiê de pré-appraisal multilateral, term sheet de blended finance, roadshow para captação CapEx de escala.
1 mês
/04 · Produto e entregáveis
O que sai pronto no fim do projeto
Dois pilotos qualificados em TRL 8 e pacote auditável de pré-appraisal multilateral.
Entregável 01
Piloto 01 (chorume) operacional
Unidade VTF de 100 L/h em operação em aterro sanitário anfitrião, com 12 semanas de dados operacionais auditados e relatório técnico independente.
Entregável 02
Piloto 02 (vinhaça) operacional
Unidade VTF de 5 m³/h em operação em planta sucroenergética, com baseline operacional, eficiência de remoção e custos operacionais auditados.
Documento 01
Plano de Compromisso ESF
Plano de Compromisso Ambiental e Social, classificação de risco por ESS, plano de mitigação, mecanismo de queixas (ESS10).
Documento 02
Baseline tCO2e e métricas IRIS+
Inventário GHG Protocol dos sítios anfitriões, baseline de metano evitado (CH4), redução de tCO2e por escala comercial projetada.
Documento 03
Modelo financeiro completo
DCF, sensibilidades, mapa de capital sequencial, estrutura de blended finance pré-desenhada para CapEx de R$ 15M (primeira escala comercial).
Documento 04
Dossiê de pré-appraisal
Pacote completo para diálogo com IFC, IBRD, BRDE e BNDES Sustentável. Term sheet, plano de implementação, governança e SEP (ESS10).
/05 · Impactos e beneficiados
Métricas quantificadas, públicos identificados
Indicadores em padrão IRIS+ e GHG Protocol, com baseline e meta auditáveis ao fim dos 5 meses.
Descarbonização (escala-piloto)
~3k tCO2e/ano
Emissões de metano evitadas pelo Piloto 01 (chorume) em 12 meses de operação contínua, com fator de emissão GHG Protocol.
Descarbonização (escala comercial)
~75k tCO2e/ano
Projeção de emissões evitadas com a primeira escala comercial (R$ 15M CapEx) atendendo 5 aterros sanitários e 3 plantas sucroenergéticas.
Recuperação de água
~1,8M m³/ano
Volume potencial de água recuperada pela primeira escala comercial, atendendo demanda industrial e reduzindo captação em corpos hídricos.
Pipeline destravado
R$ 15M
Pacote pronto para captação CapEx de primeira escala comercial via blended finance, com pré-appraisal multilateral concluído.
Público beneficiado direto
Operadores de aterros sanitários nacionais com obrigações ambientais crescentes, plantas sucroenergéticas em adequação ao Combustível do Futuro, comunidades em áreas de risco no entorno de aterros e em bacias receptoras de vinhaça.
Público beneficiado indireto
Sistema nacional de saneamento via redução de externalidades, mercado de carbono brasileiro via geração potencial de CRVEs (SBCE), seguradoras ambientais via redução de exposição a riscos hídricos e atmosféricos.
/06 · ODS alinhados
Agenda 2030
Quatro ODS centrais ao projeto, com indicadores rastreáveis.
6
Água Potável e Saneamento
Indicador 6.3.1: aumento da água tratada e recuperada em sítios industriais.
9
Indústria, Inovação e Infraestrutura
Indicador 9.4.1: adoção de tecnologias ambientais limpas em indústrias.
12
Consumo e Produção Responsáveis
Indicador 12.4.2: gestão ambientalmente adequada de resíduos perigosos.
13
Ação Climática
tCO2e (metano) evitado mensurado, em padrão GHG Protocol.
/07 · ESG e salvaguardas Banco Mundial
Classificação preliminar de risco ESF
Pré-mapeamento dos 10 padrões ESS do Environmental and Social Framework.

Classificação preliminar de risco do projeto: substancial em ESS3 devido à natureza dos efluentes tratados (chorume, vinhaça). Riscos mitigáveis com plano de mitigação detalhado por sítio anfitrião, monitoramento contínuo e auditoria externa.

ESS 1 · Moderado
Avaliação e gestão de riscos socioambientais
Matriz de riscos elaborada na Fase 1, atualizada por sítio piloto. PCAS modelo definido. Auditoria externa contratada.
ESS 2 · Moderado
Mão de obra e condições de trabalho
Aplicável à operação dos pilotos. Plano de saúde e segurança ocupacional específico para manipulação de chorume e vinhaça.
ESS 3 · Substancial
Eficiência de recursos, prevenção da poluição
Núcleo do projeto. Tratamento de efluentes industriais complexos, redução de metano e contaminação de corpos hídricos. Quantificação detalhada.
ESS 4 · Moderado
Saúde e segurança comunitárias
Comunidades no entorno do aterro anfitrião e da planta sucroenergética anfitriã. Plano de comunicação de risco específico por sítio.
ESS 5 · Baixo
Aquisição de terras e reassentamento
Pilotos instalados em terrenos industriais existentes, sem necessidade de aquisição. Verificação documental.
ESS 6 · Moderado
Conservação da biodiversidade
Aplicável aos corpos hídricos receptores. Avaliação de qualidade da água a montante e a jusante, plano de monitoramento.
ESS 7 · Não aplicável
Povos indígenas e comunidades tradicionais
Verificação cartográfica de sítios anfitriões. Sem sobreposição prevista.
ESS 8 · Não aplicável
Patrimônio cultural
Não material aos sítios pilotos. Verificação documental incluída no PCAS.
ESS 9 · A definir
Intermediários financeiros
Aplicável caso o desembolso ocorra via BNDES Sustentável ou BRDE. Política de gerenciamento de risco do intermediário requerida.
ESS 10 · Moderado
Engajamento de partes interessadas
SEP elaborado por sítio piloto. Engajamento com órgãos ambientais (IAT, CETESB), prefeituras anfitriãs e operadores industriais.
/08 · Arranjo institucional
Quem faz o quê
Beneficiária única e corpo técnico em esteira dedicada 1:1.
Organização âncora · Protagonista do projeto
Saneeco
Empresa de saneamento e tecnologia ambiental, desenvolvedora do Fracionador VTF para efluentes industriais complexos
Executa o projeto: Saneeco detém o IP da tecnologia VTF, executa a fabricação dos dois pilotos durante o projeto e opera-os nos sítios anfitriões. Recebe os recursos de fabricação e operação dos pilotos.
Articulação com sítios anfitriões: aterro sanitário e planta sucroenergética selecionados por critérios técnicos e operacionais, com acordos formais de hospedagem e fornecimento de efluente para os testes.
Engenharia e operação: equipe técnica Saneeco responsável pela engenharia detalhada, fabricação, comissionamento, operação contínua e instrumentação dos pilotos.
Pipeline de CapEx: Saneeco lidera a captação subsequente de R$ 15M para primeira escala comercial, com dossiê de pré-appraisal multilateral entregue ao fim do projeto.
Apoio técnico de project preparation
Maré
Project Preparation Facility com metodologia proprietária Esteira de Bancabilidade
Aporta a Esteira de Bancabilidade Dedicada: 5 meses sob aplicação 1:1, modelagem financeira, matriz ESF, baseline GHG e dossiê de pré-appraisal multilateral pronto para CapEx de R$ 15M.
Auditoria técnica independente: contrata e supervisiona a auditoria externa dos pilotos, garantindo evidência neutra aceita por avaliadores multilaterais.
Articula capital subsequente: conexão com IFC, IBRD, BRDE, BNDES Sustentável, GCF e fundos especializados em climatech industrial e economia circular.
/09 · Investimento
R$ 1.868 mil 5 meses · PPF + Eixo Tecnológico
Esteira de Bancabilidade + Eixo Tecnológico de fabricação e operação dos pilotos
O orçamento de R$ 1,868M cobre simultaneamente a Esteira de Bancabilidade da Maré (R$ 368 mil em 5 meses) e o Eixo Tecnológico Saneeco (R$ 1,5M para fabricação e operação dos dois pilotos). O CapEx da primeira escala comercial (R$ 15M) é objeto de captação subsequente via blended finance, com pacote pronto para diálogo com IFC, IBRD, BRDE e BNDES Sustentável ao fim do projeto.
Esteira Maré
R$ 368 mil
Project preparation em 5 meses com aplicação 1:1. Matriz ESF, baseline GHG, modelagem financeira completa e dossiê de pré-appraisal multilateral.
PPFESFGHGPré-appraisal
Eixo Tecnológico
R$ 1,5M
Fabricação e operação dos dois pilotos VTF (100 L/h e 5 m³/h) em sítios anfitriões, com auditoria técnica externa independente.
Piloto 01Piloto 02AuditoriaTRL 8
CapEx alvo (próxima rodada)
R$ 15M
Capital de escala comercial via blended finance estruturado pela Maré durante o projeto. First-loss, garantia ou mezzanino conforme apetite do investidor.
Blended FinanceMultilateralFirst-lossEscala
Vamos conversar.
P4 disponível para diálogo com Banco Mundial, IFC, BRDE, BNDES Sustentável e GCF. Esteira dedicada Saneeco com salto TRL 6 para 8, salvaguardas ESF mapeadas e CapEx de R$ 15M pré-estruturado para escala comercial.
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Sergio Coelho
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